Jó e a honestidade diante de Deus.
"Então Jó, levantando-se, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, prostrando-se em terra, adorou."
Jó 1:20
Jó perdeu seus filhos, seus bens, sua saúde — tudo num intervalo curto de tempo. E a reação dele não foi uma frase pronta de conformismo. Foi rasgar as vestes, se prostrar no chão, e — mesmo assim — adorar.
Nos capítulos seguintes, Jó não esconde sua dor nem sua confusão. Ele questiona, ele reclama, ele chega perto de acusar Deus de injustiça. E Deus nunca o repreende por isso — pelo contrário, no final do livro, Deus corrige os amigos de Jó por terem respostas fáceis demais.
Isso nos ensina algo poderoso: você pode estar bravo com Deus, confuso com o que aconteceu, sem entender o porquê — e ainda assim estar em relacionamento genuíno com Ele. A raiva no luto não é traição à fé.
Muita gente esconde a raiva que sente por medo de que seja pecado. Mas esconder não é o mesmo que não sentir — e Deus prefere sua honestidade à sua encenação de paz que você não tem.
Hoje, se há raiva dentro de você — com a situação, com pessoas, até com Deus — você pode trazer isso abertamente a Ele, como Jó trouxe.
Se você sente raiva — de Deus, da situação, de alguém — escreva essa raiva num papel, sem filtro. Depois, leia em voz alta como oração. Deus prefere sua honestidade à sua encenação.
Senhor, eu trago a Ti minha raiva e minha confusão, assim como Jó trouxe. Não entendo por que isso aconteceu. Às vezes fico bravo, até contigo. Obrigado por não me rejeitares por essa honestidade. Continua comigo, mesmo quando eu questiono. Em nome de Jesus, amém.
"Existe alguma raiva que você tem escondido de Deus por achar que não deveria senti-la?"